sábado, 26 de novembro de 2016

ACRÓSTICO IRENE


I nspiração acontece
R esolvi então escrever
E screvendo vou demonstrar
N a vida vou amar
E m um grande prazer.
Poeta Israel Batista 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

As sete *notas musicais*, de Jesus pra voce....


Do = mundo te tirei.
Re = midos foram teus pecados.
Mi = sericórdia tive de ti.
Fa = rei obra na tua vida.
Sol = da justiça nascerá em ti.
Lá = na glória te verei.
Si = fores fiel até o fim..

Adélia Lisboa

Homenagem a Eduardo Silva

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

AO MESTRE COM SAUDADES


Vieste ao mundo cumprir
A missão dada pelo Senhor
Na igreja  foste uma coluna
Que fortalecestes com fervor
Seus ensinamentos foram tremendos
Que tocavam fundo o pecador

Ao lado dos seus amados
Tinha muita dedicação
Um zeloso com as doutrinas
Da eterna salvação
Plantaste uma doce semente
Para colhermos com emoção

Partistes para a Glória
O Santo do Último Dia
Ver a Glória santa de Deus
Que em nosso ser irradia
Seus ensinamentos serão
Uma luz que sempre nos guia.

Israel Batista

A Boyd K. Packer

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

SÓ CAROLINA NÃO VIU


Percebe-se que o povo tem deixado de ser a “Carolina” da música, de mesmo nome, do magnífico e genial Chico Buarque“: O tempo passou na janela só Carolina não viu”. Na verdade o povo tem abandonado a janela numa ânsia inefável de participar e fazer história. Em outros tempos o povo era preso aos ditames e condicionamentos dos coronéis, que ainda hoje procuram sobreviver, sem oxigênio e remando contra a maré.
O povo tem desistido de ser “Carolina” e optado por “fazer acontecer”.
Querer iludir eternamente é uma pretensão patética de idealista. O “vir a ser” tão pontuado pelo grande Heráclito de Éfeso está presente, não somente na natureza, vive incessantemente no meio social desfazendo a busca interminável e sádica dos que sonham em locupletar-se, eternamente, com as benesses palacianas.
Pensar que é possível dominar e explorar – sem a contestação das ruas - é no mínimo coisa de gente doente; nem o Dr. Freud conseguiria explicar, jamais Jung, muito menos Lacan.
Aquele que teve a sua vez e não soube fazer, negando-se a atender os anseios populares, será negado, na mesma proporção do mal provocado. Mas aquele que chegou ao poder e dele fez um caminho para o progresso criando oportunidades para o crescimento, a esse, sim, o povo não esquecerá e será sempre solidário.
E não adianta ir contra a vontade das ruas. Querer olhar a história, a partir da janela, sem buscar compreender as demandas populares e sentir os anseios das mulheres e homens que constroem o país, o estado, o nosso município, volto a dizer é coisa de gente doente, alienada... É coisa da Nostálgica Carolina.
Caso queira que o povo mude em relação a você, urge que mude também em relação às pessoas. Querer o outro como o resultado das suas ordens e ambições absurdas é a demência de ditador.
A história deve servir de exemplo e de referencial no momento do nosso voto.
Quando o povo escolheu Zé Hélder para prefeito de Várzea Alegre, o fez com base nas ações, com base nas obras, que foram realizadas a partir de 2005. O nosso futuro prefeito discursou, proferiu palavras, mas sempre direcionados para os olhos e não apenas para os ouvidos. Estar atento aos olhos é preocupar-se com o fazer. E os discursos voltados para a melhoria da educação, saúde, ação social, cultura, infraestrutura se materializaram, colocando a administração de Zé Hélder como aquela que, inquestionavelmente se preocupa com os destinos e bem-estar do povo de Várzea Alegre e, sendo por isso, várias vezes premiadas: dois Selos Unicef, cinco selos verde, entre muitos outros. Não perceber esta realidade é repetir o papel de Carolina.
Zé Hélder ganhou a eleição com ampla maioria, não ofendeu, não apontou defeitos, apenas disse o que o povo queria ouvir: FAZER VÁRZEA ALEGRE FELIZ DE NOVO.
Compreendo que as ações voltadas para denegrir, perseguir e prejudicar o outro podem funcionar, mas para denegrir e prejudicar os seus autores. O ódio, o ressentimento, a calúnia não geram vitória. Esta é o resultado da sapiência somada a muito trabalho, apego ao outro e amor ao semelhante. Quem venceu distante desta perspectiva, logo, logo conheceu o sabor amargo da sua vitória.
O povo é inteligente e não quer dar o poder àqueles que um dia abusaram dele.
Numa entrevista para conseguir emprego, se você demonstrar que é uma pessoa carregada de ódio e ressentimentos; de uma coisa tenha certeza: você passará a compor a estatística dos desempregados.
Sempre, na passagem do ano, desejamos aos amigos e irmãos o conhecido “feliz ano novo” e ainda não conseguimos torná-lo novo no sentido da renovação das nossas atitudes.
Colocar-se no lugar do outro em todos os momentos do nosso agir é lição de sabedoria. Nunca é tarde...Mas é necessário dar o primeiro passo.
Não permita que a vida passe e você apenas, da janela, assistindo admirado sem saber os porquês das pessoas e dos fatos.
Forte abraço!
Dagoberto Diniz

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Os encantos do sertão




O sertão é tão fantástico
Que durante a estiagem
A caatinga até parece
Tá morta sua pastagem
Mas com chuva se excita
E fica a folha bonita
E muda toda paisagem

sertão ganha outra imagem
Igual tela de um pintor
Desde os campos com ramagem
E encantos prá cada flor
Da chapada a serrania
O sertão ganha magia
Com a chuva que sana a dor

sertão fica encantador
Com milagre prá caatinga
E o carão canta com amor
sendo profeta não xinga
Por ser do sertão um fã
Assume o lugar da acauã
Vendo a planta que vinga

Com inverno a caatinga
Tem mudança radical
Por canais celestiais
Que manda dose pluvial
E os milagres só Deus soma
E as plantas saem do coma
Pelo médico divinal

O sertão que passou mal
Agora sai da UTI
E o seu corpo sente a ducha
E o roceiro diz senti
Que terá flores e frutos
E o verde tira os lutos
Da caatinga por aqui

A caatinga por aqui
Que estava até de luto
Com a dose H2O
Morreu o verão astuto
E o sertão ressuscitou
E nova grife ganhou
cada planta flor e fruto

Toda caatinga de luto
Sente de vez a mudança
E cada artéria do sertão
A dose santa avança
Nós riachos as artérias
Para sanar as misérias
E o povo ter esperança

Quando a estiagem dança
Sem música mas uma vez
O verão faz sua viagem
E agradece o camponês
A volta da invernada
Prá terra ser irrigada
Por ordens do rei dos reis

Quando a chuva tão Cortez
Doce tira o vinagre
Da seca os ciêntistas
Com as previsões de bagre
Se perde e a planta não vinga
Aí Deus molha a caatinga
E mostra prá ela o milagre,


poeta repentista  Gonzaga neto

domingo, 18 de setembro de 2016

A JOÃO PARAIBANO


Poeta cantador do sertão
Teu pinho foi tua glória
Na vida teve vitória
Que lhes deu muita emoção
Tua voz tocou o coração
De quem viesse lhe escutar
Meu santo como vai ficar
O sertão sem seu versejo
Procuro e Não te vejo
Volta para nos alegrar.
Israel Batista

sábado, 17 de setembro de 2016

ELOGIOS



Marcelane
Fabiane é poetisa
Que sabe se apresentar
Canta animando a platéia
Na arte de improvisar
Tem uma voz muito linda
Que encanta ao cantar
Fabiane
Marcelane seu lugar
Na cultura nordestina
Está sendo preservado
Por uma voz linda e fina
De uma grande poetisa
Que ainda é menina
Marcelane
Fabiane é gente fina
Poetisa de primeira
Ela ainda é muito jovem
Mas já construiu carreira
Levando a nossa cultura
É uma artista inteira
Fabiane
Poetisa de primeira
Minha amiga Marcelane
Com todo o seu talento
Peço que não à engane
Ou vão ter que se meter
Comigo aqui Fabiane
Marcelane
Quem for ruim que se dane
Eu quero é improvisar
E a poetisa Fabiane
É uma pessoa exemplar
Que nunca se atrapalha
Na hora que vai rimar
Fabiane
Se juntas formos cantar
Não vai ter para ninguém
Ela diz que eu sou boa
E ela é boa também
E ninguém nos atrapalha
Quando a inspiração vem
Marcelane
Você canta muito bem
Eu também não canto mal
Crescer nessa profissão
Esse é o nosso ideal
Mostrar a nossa cultura
Para todo o pessoal
Fabiane
Em tudo que é festival
Vamos nos apresentar
Cantar sextilha, mourão
E galope à beira mar
E vamos ser as melhores
Fazendo o povo gostar
Marcelane
Pois então vamos cantar
Pra mostrar nosso saber
A poesia é tão linda
Dá gosto a gente ver
Duas jovens improvisando
Pra o povo nos conhecer
Fabiane
Se um dia isso acontecer
Vou ficar muito feliz
Pois cantar com Marcelane
É tudo que eu sempre quis
E vamos fazer repente
Por todo esse país
Marcelane
Versando eu peço bis
Fabiane se garante
Eu admiro os seus versos
Que poetisa gigante
Me apresentar com você
Pra mim é muito importante
Fabiane
Seria gratificante
Juntas nos apresentar
Vamos fazer cantoria
Um show a gente vai dar
Porque além de bonitas
Sabemos improvisar
Marcelane
Ia ser espetacular
Uma bela apresentação
Que pra cantar improviso
Nós temos dedicação
E para rimar o verso
Temos muita inspiração
Fabiane
Seja poema ou canção
Tudo enquanto Deus me ensina
Que é pra mostrar à vocês
Que a cultura nordestina
Não têm esse preconceito
Se é homem ou menina
Marcelane
Poesia não é granfina
É digna de admiração
Com a melodia da viola
E os versos em baião
O cantador repentista
Faz sua apresentação
Fabiane
Pela minha inspiração
Eu agradeço à meu Deus
Vou lhe parabenizar
Pelos versos lindos seus
E espero que tenha gostado
Também desses versos meu